A oportunidade de salvação dos gentios (Efésios 2: 11-13)
Foi o Seu propósito, para o qual
nos preparou e abençoou com o conhecimento de Sua vontade, e por meio do seu
Espírito Santo produz tal transformação em nós, que glorificaremos a Deus por
nossa boa conversação e perseverança em santidade, pelo Espírito Santo.
Vv. 11-13. 11 Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro
tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se
chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
ü “Há um lembrete aos que hoje são justificados pela graça
de Cristo: outrora eram estrangeiros e considerados desqualificados. Eram
chamados incircuncisão pelos que se diziam circuncisão, numa demonstração de
acepção e superioridade humana. Porém, Paulo faz uma ressalva ao mostrar que
essa circuncisão era feita pelas mãos dos homens, enquanto a verdadeira
capacitação espiritual vem de Deus.”
12 que,
naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e
estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
“Naquele tempo, apesar da discriminação sofrida
pelos gentios, havia, do ponto de vista da comunidade judaica, uma barreira
praticamente intransponível entre judeus e estrangeiros. Paulo destaca a
profunda condição espiritual dos gentios antes de Cristo, apresentando três
fatores agravantes:
1. Estranhos aos concertos da
promessa,
Os
gentios estavam fora das alianças e promessas divinas dadas com exclusividade ao
povo de Israel. Não participavam dos privilégios espirituais da aliança e
viviam distantes das promessas messiânicas.
2. Não tendo esperança
Viviam
sem perspectiva espiritual segura, sem a esperança da redenção e sem amparo
diante da condição humana e eterna, era uma condição desfavorável, sem nenhuma proposta
de mudança.
3. e sem Deus no mundo.
Este era
o ponto mais crucial que enfeltravam: estavam distantes da comunhão com Deus,
vivendo a mercê dos infortúnios da vida, vivendo espiritualmente separados d’Ele,
sem acesso ao relacionamento da graça, que agora seria proporcionado por
Cristo.
Porém, Paulo mostra, portanto, o fator da gravidade
severa aos que eram submetidos, agravando ainda mais a condição dos gentios sem
Cristo, Paulo estava preparando o entendimento dos gentios sobre a grande
reconciliação que estava sendo realizada por Jesus, dizendo: 13 Mas,
agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo
chegastes perto.
“A circuncisão, embora fosse um sinal da
aliança judaica, não possuía poder salvador. A salvação sempre esteve
fundamentada na graça de Deus. Entretanto, aqueles que antes estavam longe
foram aproximados pelo sangue remidor de Cristo. Assim, a salvação deixou de
estar limitada ao ambiente judaico e foi estendida a todos os povos, por meio
de Jesus Cristo, o Messias judeu enviado para reconciliar o mundo com Deus.”
A circuncisão, no contexto
bíblico, não deve ser apresentada como “sem nenhum benefício”, porque ela tinha
valor como sinal da aliança de Deus com Israel no Antigo Testamento.
O problema não estava na circuncisão em si, mas em
confiar nela como meio de salvação.
O ponto central do texto é:
ü Os gentios eram excluídos e desprezados pelos judeus;
ü A circuncisão física não garantia verdadeira superioridade espiritual;
ü Em Cristo, a barreira entre judeus e gentios foi removida;
ü A salvação vem da graça e não de distinções humanas.
Jesus Cristo e o seu pacto
são o fundamento de todas as esperanças do cristão.
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